Anuncie aqui

Anuncie aqui

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Lauren Kavanaugh: A menina que viveu 5 anos em um armário


Lauren Kavanaugh, uma norte americana que viveu cinco anos de sua vida trancada dentro de um armário. Sua mãe e padrasto só a deixavam sair do seu cativeiro para que eles abusassem sexualmente dela, ou para infligir a jovem algum tipo de tortura física de tortura.

A história de Lauren muito se assemelha com a de Blanche Monnier (clique AQUI para ler), porém a história da jovem norte americana tem um final mais feliz do que da francesa. Em ambos os casos as vítimas sofreram de grandes maus tratos, vindo daqueles que deveriam zelar pela sua integridade.


Quando tinha apenas 3 anos de idade o tormento de Lauren Kavanaugh teve início. Sua mãe, Barbara Atkinson, e o padrasto, Kenneth Atkinson, a trancaram em um guarda roupa com 1,20 metros por 2.70 metros, casa em que residiam em Dallas no estado norte americano do Texas. A menina passaria os próximos 5 anos de sua vida vivendo aprisionada nesse local, sem água, comida, em meio as próprias fezes e sem qualquer contato com os irmãos e com o mundo exterior. Lauren só tinha autorização para sair do cômodo quando a dupla de sádicos desejava abusar ou torturar a menina.


Ela se alimentava de restos de comida e recebia quantidades mínimas de água. “Era uma criança fraca, muitas vezes ficava amarrada e não poderia lutar contra os dois. Fui torturada diversas vezes – como quando minha mãe me dava banho e empurrava a minha cabeça para debaixo d’água. Quando tinha seis anos, um dia, ela colocou um prato de macarrão com queijo na minha frente e disse que poderia comer. Mas, depois me obrigou a cuspir tudo”, conta Lauren, hoje com 21 anos de idade.

Muitas vezes a menina era queimada com cigarro quando era alimentada ou quando recebia banho.


Lauren recorda que ouvia outras crianças brincando dentro de casa. Elas sorriam e pareciam felizes, enquanto que a ela restava um armário escuro e cheio de fezes.

A descoberta do caso

O pesadelo de Lauren acabou quando ela tinha oito anos. Quem denunciou os pais à polícia foi um vizinho para quem a mãe da menina a apresentou. A dupla de agressores se referia a menina como “o segredinho”. A testemunha ficou aterrorizada com a situação da criança: estava desnutrida, fraca e pesava menos de 11 quilos (peso de uma criança de dois anos). Também havia marcas de tortura pelo corpo e queimaduras de cigarro.


Esse vizinho comunicou as autoridades que agiram imediatamente. Quando a polícia conseguiu o mandato e invadiu a casa onde a família Atkinson residia, o cenário foi desesperador. A menina estava toda suja de fezes, o local que serviu de cárcere estava cheio de fezes e o fedor era insuportável.


Lauren foi encaminhada imediatamente para o hospital. Devido ao local pequeno a que ela estava confinada, ela apresentava graves sinais de atrofia. O estado de desnutrição era gravíssimo. Por causa da atrofia ela foi submetida a uma Clostomia, processo que consiste na exteriorização do intestino grosso, mais comumente do cólon transverso ou sigmóide, através da parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes.


Os médicos usaram em Lauren o mesmo método de alimentação usado na recuperação de vítimas do Holocausto.

Devido aos abusos sexuais que sofreu, aliado com sua pouca idade e seu corpo debilitado, Lauren sofreu grande danos nos órgãos internos, necessitando de uma grande quantidade de cirurgias reconstrutivas.


Após receber os devidos cuidados médicos, Lauren foi encaminhada à adoção.

Relatos do sofrimento da menina

Blake Strohl, filha mais velha de Barbara e meia-irmã de Lauren, conta que, até os seus 10 anos, viu a menina machucada em inúmeras ocasiões. Às vezes, tirava a irmã do armário no meio da noite e dava um banho nela. A menina tinha queimaduras de cigarro pelo corpo, manchas de sangue e a vagina inchada.

"Eu sabia que ela precisava de ajuda. Ela conseguia falar comigo, mas era quase como se eu estivesse falando com um bebê". Disse a jovem, hoje com 23 anos.

Ao Dallas Morning News, Blake contou também que a vida sexual da mãe e do padrasto era bastante ativa.

"Eu sabia que eles faziam muito sexo porque podia ouvir, mas não sabia o que estavam fazendo com ela. Eles sempre ligavam música muito alta. Lauren gritava, mas eu sempre pensava que eles estavam batendo nela. Ela gritava demais."

Lauren recorda que a primeira vez que lhe foi permitido sair do armário, desde que havia sido aprisionada, foi para que ela fosse estuprada. "Eles colocaram música country em um volume bem alto para esconder meus gritos. Depois de horas de abuso, eu estava volta para o armário, confusa e em agonia. A partir de então, tornou-se a minha nova casa. Eu não podia fazer nada na escuridão. Eu dormi lá e tive que usá-lo como banheiro. O tapete estava encharcado de urina e eu estava sob um cobertor fino, molhado."

Punição para os abusadores

Barbara e Kenneth Atkinson acabaram condenados a prisão perpétua (uma fonte americana afirma que eles poderão recorrer da sentença em 2031).



A vida de Lauren nos dia de hoje

Hoje Lauren vive com a mãe adotiva, Sabrina Kavanaugh e três cachorros. Sabrina e o marido Bill haviam adotado Lauren quando ela tinha apenas 1 anos e 8 meses, mas perderam a posse da criança quando Barbara, a mãe biologia da menina, pediu a criança de volta, alegando que havia se arrependido de ter se desfeito da criança. Quando Lauren foi libertada do cárcere Sabrina logo se inscreveu para novamente ter a guarda da garota.


Pela primeira vez em anos, Lauren Kavanaugh deixou os antidepressivos e remédios para transtorno bipolar de lado. Passou a fazer exercícios, a conversar mais e concluiu o ensino médio. Aos 21 anos, a jovem que vive em uma casa de campo na cidade de Canton, no Texas, nos Estados Unidos.

Depois de se livrar dos abusadores a vida de Lauren Kavanaugh seguiu dura. Ela teve que lutar contra a depressão, pensamentos suicidas, e teve muitas dificuldades na escola. Ela foi mais tarde enviada para um centro educativo alternativo após entrar em uma briga. Ela lembra que esse centro educativo foi o ponto de virada, pois lá ela começou a terapia residencial e conheceu outros sobreviventes de abuso.


A adaptação da menina pós-trauma foi lenta. Ela conta que, quando a mãe adotiva ia ajuda-la a tomar banho, ela gritava “não me afogue”. Lauren também se recorda que não havia passado por situações básicas, como brincar: era uma criança que não fazia ideia de como se divertir com um brinquedo. Depois de viver, praticamente, os primeiros anos de sua vida dentro de um espaço de poucos metros, ela conta que se lembra da primeira vez que pisou na grama.


“Eu achei que a grama estivesse me mordendo”, diz.

Ela tinha comportamentos e mentalidade de uma criança bem mais nova e teve de receber tratamento psicológico.


Aos 21 anos, Lauren está terminando o colegial e pensa em começar uma faculdade de psicologia para poder se tornar uma conselheira e ajudar outras crianças que sofrem abuso a vencer o trauma e a violência, assim como teve de fazer.

 Fontes: Terra, Olhar Direto e Inquisitr 



quinta-feira, 24 de novembro de 2016























A ideia de termos um inocente boneco amaldiçoado em nossa casa é aterrorizante. Quem, no escuro de seu quarto, não olhou para um brinquedo e não teve medo dele? Este parece ser o pensamento  de muitas crianças e até mesmo de adultos.

Muito antes do tema ganhar evidência, com os filmes invocação do mal e a Annabelle, os brinquedos amaldiçoados já existiam e apavoravam muitas pessoas. Vejam abaixo a relação dos bonecos mais aterrorizantes de todos os tempos e suas histórias REAIS...

10 – Caroline – a boneca de porcelana


Caroline é uma boneca muito real apesar de ter uma cabeça feita de porcelana. O primeiro registro que se tem sobre esta boneca é que ela teria sido adquirida em uma antiga loja em Massachusetts, EUA e, desde então, todos os seus proprietários disseram terem presenciado fatos sobrenaturais junto a ela. Segundo investigações paranormais três fantasmas assombram esta boneca e exercem controle sobre ela. Fatos como sussurros durante a noite, sombras estranhas, portas e janelas batendo nos cômodos são os principais fatos narrados.

09 – Okiku – a boneca japonesa viva
Esta boneca foi comprada no Japão em 1918 por um garoto de 17 anos como lembrança a sua irmã de 2 anos. A criança adorou o brinquedo, o qual passou a brincar por todos os dias. Dizem que no ano seguinte a garotinha acabou morrendo por um simples resfriado. A família colocou a boneca em um altar doméstico e passou a orar todos os dias em memória da filha. Dizem que depois de um tempo notaram que o cabelo da boneca passou a crescer, este fato foi visto como um sinal de que o espírito inquieto da menina se refugiou na boneca...

08 – Letta – a boneca cigana


Dizem que esta boneca foi feita há 200 anos por um cigano romeno que a construiu para seu filho afogado, pois seu povo acreditava que o espírito humano poderia se transferir para a boneca. Desde então fatos inusitados tem acontecido próximo ao brinquedo. Dizem que as pessoas sentem uma súbita onda de tristeza na presença de Letta, objetos caem das paredes e parece que ela seria capaz de aparecer em locais diferentes dos quais foi deixada, como se tivesse vida própria.

07 – Joliet - a boneca assombrada
Esta boneca assombrada está ligada a uma família amaldiçoada por gerações. Segundo relatos a maldição atinge as mulheres da família que só conseguem dar a luz a dois filhos, um menino e uma menina, porém o filho homem sempre acaba morrendo no terceiro dia de vida. Dizem que a maldição iniciou quando uma amiga invejosa e vingativa deu Joliet  para uma mulher da família. Como parte da maldição, dizem que se qualquer mulher da família se desfazer da boneca uma maldição ainda maior caíra sobre todos ao redor de quem cometer tal ato.

Gritos e ruídos infantis podem ser ouvidos próximo a boneca quando não há ninguém por perto.

06 – O Puppet “Old Man” 
Este brinquedo pertence a uma investigadora paranormal que possui outros objetos amaldiçoados. Segundo ela, o antigo proprietário deste boneco enviou um email pedindo ajuda, pois ele acreditava que sua casa estava assombrada. Após fazer várias análises e experimentos na casa, a investigadora Jayne Harris e seu marido chegaram à conclusão que o puppet estaria possuído por uma entidade do mal e que uma sombra persegueria o brinquedo. A certeza dessa afirmação veio através de um vídeo gravado durante a noite que mostraria o puppet se mexendo...

Para ver o vídeo clique na postagem abaixo, porém somente o faça se tiver muita coragem.

05 – Peggy - a boneca maldita
Esta boneca vem ganhando grande fama na internet, pois segundo relatos 80% das pessoas que tem contato com ela vem apresentando algum tipo de reação negativa, tais como dores de cabeça, náuseas, tonturas e até dores no peito. Segundo médiuns que visitaram a casa onde Peggy reside, o brinquedo estaria sendo habitado por algum espírito inquieto, frustrado e que havia sido perseguido durante sua vida terrena.
Segundo a lenda que vem se formando em torno de Peggy, até mesmo pessoas que vem sua foto pela internet e ficam, por alguns momentos, olhando para os seus olhos da boneca  narraram apresentarem os males narrados. Não aconselhamos os nossos leitores a fazerem isso.

04 – Mandy - A boneca amaldiçoada


A história dessa boneca inicia no ano de 1991 quando ela foi doada a um museu na Inglaterra. A antiga proprietária advertiu o pessoal do museu sobre sua crença de que a boneca era assombrada, pois dizia que assim que ela a comprou ouvia insistentemente o som de um bebê chorando, mas quando ela seguia o choro só conseguira encontrar Mandy no quarto.

A origem da boneca é um mistério! Alguns acreditam que Mandy contém o espírito aprisionado de uma menina que morreu enquanto estava com o brinquedo no colo e que, ainda hoje,  se sente muito sozinha. Para amenizar sua solidão o pessoal do museu costuma deixar um brinquedo, como uma ovelha de pelúcia, junto a Mandy para lhe fazer companhia, porém talvez ela prefira a presença dos vivos, pois um relato diz que em uma certa manhã os funcionários disseram ter encontrado misteriosamente a ovelha fora da caixa de vidro onde estava armazenada com a boneca para exposição.

03 – Bebe - a boneca assombrada
Segundo relatos a boneca teria sido comprada no eBay por uma investigadora paranormal chamada Janice Poole que possuía o bizarro hábito de colecionar objetos amaldiçoados. Não se sabe se o caso foi sensacionalismo, porém as histórias de Janice são aterrorizantes! Segundo ela, assim que a boneca chegou em sua casa ela passou a se sentir observada durante todo o tempo. Portas começaram a bater, mesmo sem haver correntes de ventos, e até mesmo maçanetas eram movidas. 

Em uma noite, Janice ouviu um ruído no seu sótão e foi investigar. Ela disse que no mesmo instante que entrou no local sentiu falta de ar e desmaiou. Em um estado que parecia um sonho, ela disse se lembrar de ter visto um homem alto passar por ela e em seguida entrar em um dos quartos. Curiosa ela foi até o quarto e ao abrir a porta viu uma menina segurando a boneca Bebe no colo. 

Depois desse fato Janice prometeu manter a boneca em um lugar seguro para não ter mais situações como essa em sua casa.

02- Robert – O boneco amaldiçoado
A maldição sobre este boneco ganhou tanta notoriedade que o filme Chuck – o brinquedo assassino foi baseado em sua história. Seu primeiro proprietário disse ter ganhado o boneco no início do ano de 1900, dizem que o boneco foi amaldiçoado por uma praticante de vodu e desde então os problemas começaram. As histórias sobre Robert contam que durante a noite era possível ouvir passos no sótão onde ele ficava, além de relatos sobre sombras e barulhos inexplicáveis próximo ao boneco.

Atualmente o Robert está exposto em um museu na Flórida, onde várias experiências sobrenaturais são narradas. Dizem, inclusive que se você tirar uma foto sem pedir permissão ao boneco as imagens saem distorcidas e os equipamentos fotográficos estragam, aparentemente sem motivos.

Para saber mais sobre este aterrorizante boneco consulte nossa postagem: Histórias de terror reais - Robert, o boneco amaldiçoado

01 Annabelle – a boneca possuída
A boneca, estrela do filme invocação do mal, reside no Museu dos Warren em Monroe, Connecticut e é, sem sombras de dúvidas, uma das bonecas assombradas mais famosas do mundo. Diferente do filme, a boneca não é de porcelana e sim uma antiga boneca de pano.

As histórias sobre Annabelle são narradas desde o primeiro proprietário, que costumava encontrar a boneca em lugares diferentes daqueles que a havia deixado. Depois narrou que a encontrou na cama com uma substancia vermelha, como sangue, escorrendo da boneca.

Para saber outras histórias e conhecer mais sobre esta boneca amaldiçoada consulte nosso post  A verdadeira história da boneca Annabelle



Aterrorizante... Não é mesmo? Agora, antes de dormir, tire todas as bonecas de perto de você!


Fonte: Clube dos medos

Foto da família Trump causa polêmica na internet

Há um tempo atrás, uma reportagem foi publicada na internet mostrando o estilo de vida luxuoso do empresário e atual presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua cobertura em Nova Iorque. Na época, o único "alvoroço" gerado pelas imagens foi luxo exagerado no acabamento da residência, que é toda decorada no estilo francês rococó e inclui colunas de mármore e grandes lustres de cristal. Porém, recentemente, uma foto usada nessa notícia começou a chamar a atenção dos internautas. Isso porque muitos dizem ter enxergado uma "mão" misteriosa saindo de baixo da luxuosa mesa da família Trump.

A imagem foi publicada no Twitter no dia 16 de novembro pelo site humorístico espanhol Líopardo. "A mão que embala o berço. O que está acontecendo nesta imagem familiar de Trump?", diz o texto que acompanha a publicação original. Logo após a divulgação da foto, surgiram inúmeros comentários de usuários intrigados com esse "mistério". "O neném tem três mãos?", questiona o internauta Banhana. "É fácil, é uma pelúcia na qual ele estava sentado", afirma Ricky Martínez. "Não seria uma almofada cor de carne em que o menino estava sentado, e que dá o efeito de uma manga com a mão?", tenta explicar o usuário Patrick Díaz, no Twitter.

Claro que muitos internautas aproveitaram para brincar com a situação. "É o Michael Jackson", ironiza Wilson Córdoba. "Ninguém fala nada sobre a Melania usando robe e os três carrinhos de escala 1:50 em cima da mesa?", questiona o usuário Matraqueitor. "Para mim, é mais inquietante a decoração da mesa do que essa mão", critica o internauta Stiro9.

Apesar da polêmica gerada pela imagem, logo se chegou a uma explicação para a "mão" avulsa. Como muitos usuários do Twitter comentaram, a explicação mais lógica para esse "mistério" está ligada ao pé direito do filho de Donald Trump, Barron. O garoto devia estar sentado sobre as pernas e a forma como o pé estava dobrado deu a impressão de ser uma mão esquerda, com o polegar na parte de cima. O que você acha?



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Youtuber Brasileira Chamada "Hannah Mayers" Teria Ficado Possuída Após Usar a Tábua Ouija Durante uma Live?




Por Marco Faustino

Casos envolvendo atividades paranormais, que estejam relacionadas a YouTubers, ou seja, vídeos gravados, produzidos ou divulgados por canais na rede social de compartilhamento de vídeos mais famosa do mundo, o YouTube, são relativamente raros. Geralmente estão associados a alguma tendência, fenômeno ou alguma campanha de marketing associada a algum produto ou filme. Porém, geralmente vídeos que supostamente mostram o que aconteceu a determinado(a) proprietário(a) de canal não são muito bem recebidos pelas pessoas, e pelas mais diversas razões. Existe, por exemplo, toda uma hipocresia velada em torno do assunto, visto que muitos preferem se esconder atrás de uma máscara pretensamente religiosa para condenar as demais pessoas. Além disso, pessoas que gravam e divulgam a situação pela qual supostamente estão passando, normalmente são taxadas de "malucas", o que é outro estereótipo bem complicado para se lidar. Porém, os maiores arqui-inimigos de qualquer verdade têm nome: dinheiro e fama. Isso porque os vídeos que são publicados no YouTube, apesar de depender de uma série de fatores, acabam sendo elegíveis para serem monetizados, ou seja, a pessoa possui um benefício financeiro em relação a produção do conteúdo, não importando que ele seja falso ou verdadeiro. Por outro lado, essa maior visibilidade atrai novos inscritos para os canais, o que pode aumentar, a longo prazo, a média de visualização de vídeos posteriores. Sem contar, é claro, a divulgação por meio de outros canais destinados tão somente a relatar tais vídeos, algo que gera um clima de instabilidade. Isso pode ser positivo para o(a) proprietário(a) do canal, porém se torna nocivo caso algo tenha realmente ocorrido. Entenderam a lógica da situação?

Alguns YouTubers, primordialmente aqueles não possuem nenhum retrospecto nesse campo, acabam usando o chamado "mundo sobrenatural" como uma espécie de "chamariz" ou "impulso" em seus canais. Porém, costumam se limitar a pouquíssimos vídeos sobre o tema devido a polêmica, a repercussão e a atração de um público volátil, que não tem nada a perder, e pode gerar uma verdadeira onda de "dislikes" e uma fuga em massa de inscritos. Outros(as) porém, passam um mês, dois meses, três meses "batendo na mesma tecla", tentando atrair o máximo possível de pessoas para o seu canal. A verdade é que cada um faz o que quer, e a pessoa que deve julgar se vale a pena ou não assistir a um vídeo no YouTube, não importa de quem seja, é você. Afinal, o YouTube, assim como muitas mídias digitais, sempre teve uma certa premissa de tentar "substituir" a TV como forma de entretenimento doméstico, porém acaba obedecendo a principal regra do jogo: aquilo que não dá audiência, é descontinuado, ou seja, se não tiver uma boa repercussão, um quadro ou determinado conteúdo geralmente é cortado. Todo o processo de produção de conteúdo dá trabalho. Escrever dá trabalho, gravar dá trabalho, editar dá trabalho, e quando não se tem um retorno positivo das pessoas (opiniões positivas e visualizações), sempre se procura outro assunto para apresentar ao público. Lembrando, é claro, que os arqui-inimigos da verdade podem ou não estar por trás quando isso acontece.

É justamente com esse pano de fundo, que iremos abordar um assunto que centenas de vocês nos pediram desde quinta-feira passada: a suposta possessão demoníaca, que teria acontecido com uma YouTuber brasileira chamada Hannah Mayers durante uma live (transmissão ao vivo) pelo YouTube, entre a noite de quarta-feira (16) e a madrugada de quinta-feira (17). Hannah estava cumprindo uma espécie de desafio para os seus seguidores ao jogar a tábua Ouija sozinha, quando algo de errado supostamente aconteceu, e teria resultado em cortes na sua perna, na altura do tornozelo, que teriam sido feitos pelo espírito que ela entrou em contato. Em diversos momentos do vídeo é possível ver a adolescente, de apenas 17 anos, um pouco alterada, sendo que seu comportamento começa a se tornar bem instável até o final da transmissão. Será que Hannah Mayers realmente ficou possuída durante a live? Vamos saber mais sobre esse assunto?



Um Pouco Sobre a História da Tábua Ouija


Como vocês podem perceber, a tábua Ouija ou o tabuleiro Ouija voltou a estar em alta, principalmente no YouTube, porém não podemos ser levianos e dizer que isso é um fenômeno recente, muito pelo contrário. Sempre existiram vídeos de pessoas usando a tábua Ouija ao longo do tempo. A questão é que a tábua ganha mais ou menos popularidade de acordo com diversos fatores, entre eles, por exemplo, o lançamento de filmes em que a mesma passa a ser utilizada pelos personagens ou se torna o centro das atenções.

Um exemplo recente disso é o filme "Ouija: Origem do Mal" onde é contada a história de Doris, uma garotinha solitária e pouco popular na escola. Sua mãe é especialista em aplicar golpes em clientes, fingindo se comunicar com espíritos (algo que muita gente costuma praticar diariamente). Porém quando Doris usa um tabuleiro de Ouija para se comunicar com o falecido pai, acaba liberando uma série de seres malignos que se apoderam de seu corpo e ameaçam todos ao redor. De qualquer forma, o filme é mais um daqueles filmes de terror voltado principalmente para adolescentes. O filme foi lançado aqui no Brasil no dia 20 de outubro, um dia antes dos Estados Unidos.


A questão é que a tábua ganha mais ou menos popularidade de acordo com diversos fatores, entre eles, por exemplo, o lançamento de filmes. Um exemplo recente disso é o filme "Ouija: Origem do Mal".

Entretanto, o que é a tábua Ouija? Bem, essa pergunta é bem simples de responder. Na prática, a tábua Ouija é qualquer superfície plana com letras, números, palavras ou outros símbolos em que se utiliza um indicador móvel (podendo ser desde uma tampa de garrafa até um copo). Os participantes colocam os dedos sobre o indicador, que então se move pela tábua para responder perguntas e enviar mensagens de "supostos espíritos".

Na prática, a tábua Ouija é qualquer superfície plana com letras, números, palavras ou outros símbolos em que se utiliza um indicador móvel (podendo ser desde uma tampa de garrafa até um copo)

No Brasil, por exemplo, há variantes conhecidas como a "Brincadeira do Copo", "Jogo do Copo" 
ou até mesmo a "Brincadeira do Compasso". Agora, se você resolver perguntar a origem da tábua 
Ouija, bem, aí vamos precisar voltar um pouco no tempo.

A Era Espiritualista e os Métodos de Comunicação Espiritual

Atualmente é difícil imaginar a popularidade que um movimento chamado "Espiritualismo" tinha 
no século XIX, quando sessões de comunicação com os espíritos, transes de médiuns, batidas 
em mesas, e outras formas de entrar em contato com o "outro lado" eram praticados por um 
número estimado de 10% da população norte-americana.

Tudo teria começado em 1848, quando as irmãs adolescentes Kate e Margaret Fox introduziram 

as "batidas espirituais", em Hydesville, um vilarejo no estado de Nova Iorque, que atualmente não 
existe mais. Por mais que cada período e cultura tenham tido seus próprios modos para lidar com 
o "mundo do mortos", o Espiritualismo parecia promover uma real comunicação com o além. Em 
alguns anos, pessoas de todas as classes sociais passaram a levar a sério a alegação de que se 
podia mesmo falar com os mortos.

Tudo teria começado em 1848, quando as irmãs adolescentes Kate e Margaret Fox introduziram as "batidas espirituais", em Hydesville, um vilarejo no estado de Nova Iorque, que atualmente não existe mais
Para muitos, o Espiritualismo parecia estender a esperança de se aproximar de entes queridos já falecidos, e aliviar a dor de perder um filho para alguma doença da época em que viviam. O fascínio 
da imortalidade ou de sentir-se muito além da realidade cotidiana atraía as pessoas. Para outros, os conselhos espirituais tornaram-se uma maneira de lidar com a ansiedade sobre o futuro, fornecendo conselhos de outro mundo sobre questões de saúde, amor ou dinheiro.

De acordo com relatos de jornais da época, o presidente Abraham Lincoln organizou uma "sessão mediúnica" na Casa Branca, embora fosse mais como um jogo bem-humorado do que um 

interrogatório espiritual para ser levado a sério. Ainda assim, um espiritualista conseguiu acesso 
aos aposentos, um tanto quanto reservados da Casa Branca, na tentativa de aconselhar o 
presidente dos Estados Unidos e a primeira-dama, logo após o início da Guerra Civil.

De acordo com relatos de jornais da época, o presidente Abraham Lincoln organizou uma "sessão mediúnica" na Casa Branca, embora fosse mais como um jogo bem-humorado do que um interrogatório espiritual sério

Nessa atmosfera de batidas fantasmagóricas e alegações convictas sobre forças ocultas, os 
ocultistas do século XIX começaram a procurar maneiras mais fáceis de se comunicar com o além. 
E fizeram isso no melhor estilo norte-americano, o tão conhecido "Do It Yourself" ("DIY", sigla em 
inglês ou "Faça você mesmo", em português). Os esforços em entrar em contato com o mundo 
espiritual levaram a algo que chamamos de tábua Ouija, mas não até que diversos outros métodos tivessem sido empregados antes.

Um desses métodos envolvia "batidas" em uma mesa. Simplesmente, os participantes pediam que 

os espíritos batessem na mesa quando letras eram mencionadas até formar uma palavra. Isso era, 
no entanto, um exercício tedioso e demorado.

Um meio mais rápido era a "escrita automática", na qual os "seres espirituais" podiam se comunicar através de um lápis em um indicador. Porém, muitos reclamavam que isso gerava diversas páginas 

de textos vagos e sem nenhum sentido aparente. Por outro lado, uma invenção prefigurou diretamente 
o ponteiro em forma de coração, aquele se move pela tábua Ouija: a planchette, um termo em francês para "pequena tábua ou prancheta". Essa prancheta possuía três pés de apoio móveis com um furo na parte superior para a inserção de um lápis.

Uma invenção prefigurou diretamente o ponteiro em forma de coração, aquele se move pela tábua Ouija: a planchette, um termo em francês para "pequena tábua ou prancheta". Essa prancheta possuía três pés de apoio móveis com um furo
na parte superior para a inserção de um lápis.
Ela foi projetada para que uma ou mais pessoas colocassem os dedos sobre a mesma, de modo 
que deslizassem através de um papel, escrevendo assim uma "mensagem espiritual". Esse 
dispositivo se originou na Europa no começo da década de 1850 e, em 1860, as pranchetas 
começaram a ser fabricadas e comercializadas nos Estados Unidos.

Dois outros itens da década de 1850 estão diretamente relacionados com o que a Ouija viria a 

ser um dia: as chamadas "placas de discagem" e as "tábuas com letras do alfabeto". Em 1853, 
um espiritualista chamado Isaac T. Pease, de Connecticut, nos Estados Unidos, inventou o 
"Spiritual Telegraph Dial" (algo como "Telégrafo espiritual", em português) um disco semelhante 
a uma roleta com letras e números ao redor de sua circunferência.

Em 1853, um espiritualista chamado Isaac T. Pease, de Connecticut, nos Estados Unidos, inventou o "Spiritual Telegraph Dial" (algo como "Telégrafo espiritual", em português) um disco semelhante a uma roleta com letras e números ao redor de sua circunferência


Placas de discagem surgiram nos mais diversos formatos, sendo que muitas vezes, possuíam 
versões bem complexas. Algumas eram utilizadas ao longo de mesas para responder as "inclinações 
do espírito", enquanto outras eram presumivelmente guiadas, tal como uma  planchette, pelas mãos 
dos participantes.

Tábuas contendo letras do alfabeto acabaram simplificaram tudo isso. Em uso desde 1852, essa 

tábuas permitiam que os participantes apontassem para uma letra, provocando ou não a batida de 
um espírito na mesa, formando mais rapidamente as palavras do que se as letras fossem soletradas. Talvez esse fosse o método mais rápido daquela época. Contudo, era apenas uma questão de tempo 
até que os inventores e os empresários começassem a ver as implicações lucrativas que isso poderia 
ter.

A Discussão Sobre Quem Teria Inventado a Tábua Ouija


Curiosamente, mesmo após mais de 150 anos após o alvorecer do Espiritualismo, até hoje 
existe uma certa discórdia a respeito de que inventou a tábua Ouija. A história convencional 
da fabricação de brinquedos norte-americana credita a invenção a um empresário de Baltimore, chamado William Fuld. Assim sendo, conta-se que Fuld teria "inventado" a tábua Ouija por volta 
de 1890. Isso é exaustivamente repetido na internet, em livros, em palavras cruzadas e até 
mesmo em sites e vídeos que prometem contar toda a verdade sobre a tábua Ouija para vocês.

Por muitas décadas, o próprio fabricante, primeiramente a companhia de Fuld, e posteriormente 

a gigante dos brinquedos chamada Parker Brothers, inseriu o termo "William Fuld Talking Board 
Set" na parte superior de cada tábua. A história convencional, no entanto, está errada.
Por muitas décadas, o próprio fabricante, primeiramente a companhia de Fuld, e posteriormente a gigante dos brinquedos chamada Parker Brothers (na foto), inseriu o termo "William Fuld Talking Board Set" na parte superior de cada tábua.
A história convencional, no entanto, está errada
Foi solicitada uma patente para uma "tábua Ouija ou tabuleiro da sorte egípicio", em 28 de maio 
de 1890, por um morador e advogado de patentes de Baltimore, chamado Elijah H. Bond, 
atribuindo os direitos a dois empresários da cidade: Charles W. Kennard e William H.A. Maupin. 
A patente foi concedida em 10 de fevereiro de 1891, e assim nasceu a tábua Ouija.

A primeira patente revelava uma tábua retangular, com o alfabeto disposto em duas linhas 

na parte superior, e os números em uma única linha ao longo da parte inferior. Havia um sol 
e uma lua, respectivamente marcados pelas palavras "sim" e "não", nos cantos direito e 
esquerdo, enquanto a palavra "Adeus" aparecia na parte inferior.
A primeira patente revelava uma tábua retangular, com o alfabeto disposto em duas linhas 
na parte superior, e os números em uma única linha ao longo da parte inferior. Havia um sol 
e uma lua, respectivamente marcados pelas palavras "sim" e "não", nos cantos direito e esquerdo, enquanto a palavra "Adeus" aparecia na parte inferior.
As instruções e ilustrações que a acompanhavam descreviam uma experiência expressamente 
social e até mesmo "sedutora": dois participantes, de preferência um homem e uma mulher, 
precisavam equilibrar a tábua entre os joelhos, colocando os dedos levemente sobre o indicador. 
Era possível ler na caixa: "Isso aproxima as duas pessoas que a usem, de modo a ficarem mais 
íntimos, e tece sobre eles uma sensação misteriosa de isolamento". Considerando uma época extremamente moralista, essa era uma brincadeira casual um tanto quanto tentadora, se é que 
me entendem.
As instruções e ilustrações que a acompanhavam descreviam uma experiência expressamente 
social e até mesmo "sedutora": dois participantes, de preferência um homem e uma mulher, precisavam equilibrar a tábua entre os joelhos, colocando os dedos levemente sobre o indicador.

Considerando uma época extremamente moralista, essa era uma brincadeira casual um tanto quanto tentadora





A "Kennard Novelty Company", de Baltimore, empregava um adolescente que trabalhava com a aplicação de vernizes, que ajudava muito a companhia, cujo nome era... Adivinhem? William Fuld! Em 1892, no entanto, os sócios de Charles W. Kennard o despediram da companhia em meio a disputas financeiras e, uma nova patente (dessa vez para um indicador mais aprimorado ou uma tábua) foi solicitada pelo jovem William Fuld, que tinha apenas 19 anos naquela época. Seria o próprio Fuld, que ao longo dos anos seguintes, acabaria assumindo a companhia e colocaria seu nome em cada tábua.

Entretanto, baseando-se em um relato publicado em um artigo de uma revista de 1920, o crédito da invenção seria de um homem chamado E.C. Reichie, cuja profissão mencionada variava desde um marceneiro de Maryland até um fabricante de caixões. Essa teoria foi popularizada por um antiga publicação voltada para o ramo empresarial chamada Warfield's, de 1990, que contava de maneira totalmente fantasiosa a história da tábua Ouija. O artigo começava errando o nome do próprio homem, o chamando de E.C. "Reiche", como se ele fosse o inventor da tábua Ouija. O artigo dizia que E.C. Reichie era um fabricante de caixões, que tinha interesse na vida após a morte (um nome e uma alegação que de vez em quando ainda são mencionados).

Um relato publicado na "The Literary Digest" dizia que
um dos primeiros investidores da tábua Ouija contou
para um juiz, que E.C. Reichie havia inventado a tábua Ouija
O nome E.C. Reichie surgiu durante um período de litígio de patentes, cerca de trinta anos após a criação da tábua Ouija.

O relato de 1920, da New York’s World Magazine, foi divulgado naquele ano na influente e popular revista semanal chamada "The Literary Digest". O mesmo dizia que um dos primeiros investidores da tábua Ouija contou para um juiz, que E.C. Reichie havia inventado a tábua Ouija. Porém, nenhuma referência a um tal de E.C. Reichie, fosse ele um marceneiro ou um fabricante de caixões, aparecia na transcrição do que foi mencionado em juízo.

Em última análise, o papel de Reichie (se houve mesmo alguém chamado Reichie) pode ser questionável, ao menos em termos da invenção da tábua Ouija. Diversas tábuas feitas em casa eram muito populares entre os espiritualistas em meados da década de 1880. Um homem chamado Eugene Orlando, cronista e colecionador de tábuas Ouija,  responsável pelo site "Museum of Talking Boards", publicou em seu próprio site um artigo do jornal New York Daily, de 1886 (posteriormente republicado, naquele mesmo ano, em um periódico mensal espiritualista chamado "The Carrier Dove"), decreevendo as fortes emoções a respeito de uma "nova tábua de comunicação contendo letras do alfabeto", e um "novo indicador de mensagens".

"Conheço comunidades inteiras, que estão enloquecida por essa 'tábua de comunicação'", dizia o homem em seu artigo. Vale lembrar que isso foi publicado quatro anos antes da primeira patente da tábua Ouija ser solicitada. Obviamente, Bond, Kennard e seus associados estavam capitalizando uma invenção, não idealizando uma.

A Origem do Nome "Ouija"


E de onde viria o nome Ouija? Bem, talvez sua origem nunca seja de fato conhecida. Em certo momento, Charles W. Kennard alegou que essa era uma palvra em egípicio para "boa sorte" (porém, sabemos que não é). Fuld posteriormente mencionou que era a simples junção de duas palavras, uma francesa e uma alemã, para "sim" ("oui" em francês e "ja" em alemão). Já um dos primeiros investidores chegou a mencionar que o nome da tábua falava por ela mesma. Assim como outros aspectos sobre a história da tábua Ouija, a mesma parece sempre querer dificultar a vida de quem tenta revelar seus segredos.

A "Tábua Ouija" Era Usada na Antiguidade?


Outra alegação frequentemente repetida ao quatro ventos, porém enganosa, é que a tábua Ouija ou as tábuas de comunicação como um todo, possuem raízes antigas. Por exemplo, no "Dicionário de Misticismo", de Frank Gaynor, de 1953, é afirmado que tábuas antigas de diferentes formatos e tamanhos "foram usadas no século VI antes de Cristo". Em diversos livros e artigos, todos, desde Pitágoras, passando pelos Mongóis até chegar ao Antigo Egito, teriam usado "dispositivos de possessão" semelhantes a tábua Ouija. Contudo, as alegações raramente resistem a uma pesquisa mais aprofundada.

Eugene Orlando, responsável pelo site "Museum of Talking Boards", apontou que a primeira referência sobre a existência da tábua Ouija no mundo pré-moderno aparece em uma passagem da "Enciclopédia do Ocultismo", de Lewis Spence, de 1920, que é repetida na popular "Enciclopédia de Ciência Psíquica", de Nandor Fodor, de 1934. Nessa última é possível ler a seguinte passagem: "Como invenção, ela é muito antiga. Estava em uso na época de Pitágoras, cerca de 540 a.C. De acordo com um relato histórico francês sobre a vida do filósofo, sua escola filosófica realizava sessões frequentes ou círculos em que 'uma mesa mística, movendo-se sobre rodas, se movia em direção a sinais, em que o filósofo e seu discípulo Philolaus, interpretavam para o público...'"

Eugene Orlando, responsável pelo site "Museum of Talking Boards", apontou que a primeira referência sobre a existência da tábua Ouija no mundo pré-moderno aparece em uma passagem da "Enciclopédia do Ocultismo", de Lewis Spence, de 1920, que é repetida na popular "Enciclopédia de Ciência Psíquica", de Nandor Fodor, de 1934 (na foto)
Eugene apontou que essa citação é encontrada em quase todos os artigos acadêmicos sobre a tábua Ouija, mas essa história possui dois problemas: ninguém nunca conseguiu identificar que relato histórico francês é esse, e o "discípulo pitagórico" Philolaus não viveu na mesma época que Pitágoras, mas no século seguinte. Vale a pena ressaltar, no entanto, que atualmente sabemos muito pouco sobre Pitágoras e sua escola. Nenhum dos textos de Pitágoras sobreviveu ao tempo, e o registro histórico depende de trabalhos posteriores, alguns dos quais foram escritos séculos após a sua morte. Assim sendo, as pessoas que tentam abordar tópicos ocultos acabam sempre caindo na tentação de projetar todos os tipos de práticas arcanas, tábua Ouija e numerologia moderna sobre aquela época.

Outros escritores, quando não estão repetindo as mesmas alegações como a anterior, tendem a interpretar incorretamente os relatos históricos e confundem outras ferramentas divinatórias com a tábua Ouija. Os oráculos, por exemplo, eram ricos e variados dependendo da cultura, desde as runas germânicas ao ritos gregos délficos. Porém, a literatura sobre tradições envolvendo oráculos não apoiam ou sugerem que tábuas de comunicação, tal como a conhecemos, eram usadas antes da era Espiritualista.

A Morte de William Fuld e os Novos Rumos da Tábua Ouija


Após William Fuld ter assumido a fabricação da tábua Ouija nos Estados Unidos, o negócio era vibrante, mas não era tão feliz assim. Fuld rapidamente formou uma infrutífera parceria com seu irmão Isaac, que rendeu quase 20 anos de disputas judiciais entre os dois. Issac ainda tentou criar uma tábua concorrente, chamada Oriole, após ter sido forçado a se retirar dos negócios da família em 1901, mas não deu certo. Ambos nunca mais se falariam novamente depois disso. A tábua Ouija, ou qualquer coisa que se parecesse diretamente com isso, estava firmemente nas mãos de William Fuld.

Em 1920, a tábua Ouija era tão conhecida, que um artista plástico chamado Norman Rockwell desenhou um casal usando a tábua Ouija (a mulher sonhadora e crédula, e o homem que a observava com um largo sorriso) para a capa da revista "Saturday Evening Post", muito popular na época.

Em 1920, a tábua Ouija era tão conhecida, que um artista plástico chamado Norman Rockwell desenhou um casal usando a tábua Ouija (a mulher sonhadora e crédula, e o homem que a observava com um largo sorriso) para a capa da revista "Saturday Evening Post"
Para William Fuld, tudo era estritamente comercial: "Se eu acredito na tábua Ouija? Eu deveria dizer que não. Não sou espiritualista. Sou Presbiteriano", disse William Fuld, certa vez para um repórter.

Ainda em 1920, o jornal "Baltimore Sun" divulgou que Fuld, de acordo com sua própria "estimativa conservadora", tinha embolsado cerca de US$ 1 milhão com as vendas da tábua Ouija, um número impressionante para a época.

Em 1920, o jornal "Baltimore Sun" divulgou que William Fuld (na foto), de acordo com sua própria "estimativa conservadora", tinha embolsado cerca de US$ 1 milhão com as vendas da tábua Ouija, um número impressionante para a época
Entretanto, seja qual fosse a satisfação ou regalias que Fuld possa ter conseguido com as vendas da tábua Ouika, logo tudo foi perdido. Em 26 de fevereiro de 1927, ele caiu do teto de sua fábrica em Baltimore e acabou morrendo. Fuld estava com 54 anos e estava supervisionando a substituição de um mastro de uma bandeira, quando uma barra de ferro que ele estava segurando se partiu, e ele caiu de uma altura de três andares.

Os filhos de Fuld assumiram o negócio, e acabaram prosperando. Em meio a quedas e aumentos nas vendas, também foram surgindo tábuas concorrentes, mas somente a marca Ouija permaneceu firme no mercado. Na década de 1940, no entanto, a tábua Ouija vivenciou uma nova onda de popularidade.

Foto mostrando os filhos de William Fuld: William A. Fuld (à direita) e sua irmã, Katherine Fuld (à esquerda).
Foto publicada no jornal "Baltimore Sun" em 22 de dezembro de 1939.
Foto de William A. Fuld, filho de William Fuld, em seu escritório.
Foto publicada no jornal "Baltimore Sun" em 22 de dezembro de 1939.

Historicamente, "sessões mediúnicas" e os outros métodos espiritualistas proliferaram durante os tempos de guerra. O espiritualismo tinha visto sua última grande explosão de interesse durante o período da Primeira Guerra Mundial, quando os pais desejavam contatar seus filhos perdidos na carnificina do campo de batalha. Na Segunda Guerra Mundial, muitas famílias também voltaram-se para a tábua Ouija. Em um artigo de 1944, intitulado "The Ouija Comes Back", o jornal New York Times relatava que uma loja de departamentos da cidade de Nova York vendeu, sozinha, cerca de 50.000 tábuas Ouija em um período de cinco meses.

Os fabricantes de brinquedos norte-americanos estavam de olho nesse mercado. Alguns tentaram emplacar produtos semelhantes, mas a companhia "Parker Brothers" tinham planos maiores sobre isso. Em uma jogada que levaria a transição do Espiritualismo para salões de jogos por todo os Estados Unidos, a gigante dos brinquedos comprou os direitos sobre a tábua Ouija, por uma quantia não revelada, em 1966. A família Fuld tinha saído de cena, e a Ouija estava prestes a entrar definitivamente para a história e ter um sucesso jamais imaginado antes.

No ano seguinte, a companhia "Parker Brothers" teria vendido mais de duas milhões de tábuas Ouija, superando as vendas do seu jogo de tabuleiro mais popular, o Monopólio. Vale ressaltar nesse ponto, que um verdadeiro "boom" ocultista começou no final da década de 1960, enquanto os astrólogos adornavam a capa da revista Time, e a "bruxaria" crescia a passos largos ao ser alimentada pelas vendas da tábua Ouija ao longo das décadas. Estima-se que a empresa tenha vendido ao longo das décadas, mais de de 10 milhões de tábuas Ouija.

No ano seguinte, em 1967, a companhia "Parker Brothers" teria vendido mais de duas milhões de tábuas Ouija, superando as vendas do seu jogo de tabuleiro mais popular, o Monopólio
A tábua Ouija era indicada para crianças acima de 8 anos de idade
As décadas de 60 e 70 também viram o surgimento da tábua Ouija como um produto da cultura juvenil. A tábua Ouija começou a aparecer em dormitórios das universidades, e a mesma emergiu como uma moda entre os adolescentes, no qual seu ritual de mensagens secretas e comunicações íntimas, se tornou uma forma de rebeldia. Essa tal "rebeldia" tinha quase o mesmo peso sobre o risco e o perigo em usar drogas ou furtar bebidas em lojas de conveniência. Na época, os sociólogos diziam que as sessões de Ouija eram uma maneira para os jovens exteriorizarem e trabalharem seus próprios medos.

A Tábua Ouija Inspirou a Criação de Obras Literárias?


Entre as primeiras coisas que se nota ao pensar sobre a tábua Ouija é a sua vasta gama de histórias, muitas vezes assustadoras. Existem dezenas de relatos de usuários que experimentaram a presença de entidades malignas durante sessões de Ouija, às vezes até mesmo sendo fisicamente acossados por forças invisíveis. Um enredo típico envolve uma comunicação que é inicialmente reconfortante e até mesmo útil, mas que eventualmente dá lugar a mensagens ameaçadoras ou aterrorizantes. Hugh Lynn Cayce, filho do eminente sensitivo norte-americano Edgar Cayce, certa vez alertou, que suas pesquisas tinham descoberto que as tábuas Ouija estavam entre "as portas mais perigosas para o inconsciente".

Por sua vez, os entusiastas de tábua Ouija dizem que ensinamentos como o inspirador "Material de Seth", divulgado por Jane Roberts, surgiram pela primeira vez através de uma tábua Ouija. Outros textos, tal como uma série de romances e poemas históricos do início do século XX, de uma entidade chamada "Patience Worth", assim como um "romance" póstumo de Mark Twain também teriam sido obtidos atráves da tábua Ouija. No entanto, poetas como Sylvia Plath e Ted Hughes escreveram passagens assustadoras e obscuras sobre suas experiências com a tábua Ouija.

Por outro lado, em 1976, o poeta norte-americano James Merrill publicou, e ganhou o Prêmio Pulitzer, por um poema épico que relatou sua experiência, juntamente com seu parceiro, David Jackson, ao usar uma tábua Ouija entre 1955 e 1974. Seu trabalho denominado "The Book of Ephraim" foi posteriormente combinado com outros dois outros poemas inspirados pela tábua Ouija, sendo publicado em 1982 com o título de "The Changing Light at Sandover".

Seu trabalho denominado "The Book of Ephraim" foi posteriormente combinado com outros dois outros poemas inspirados pela tábua Ouija, sendo publicado em 1982 com o título de "The Changing Light at Sandover"
Merrill e Jackson teriam encontrado um mundo de "patronos" espirituais que lhes contaram um profundo e envolvente mito sobre a criação, além de oferecer teorias sobre reencarnação, conselhos mundanos e reflexões dolorosamente pungentes sobre a vida. Na verdade, não é difícil argumentar que, em termos literários, o livro "The Changing Light at Sandover" seja uma obra-prima (talvez "a" obra-prima) da experimentação oculta. Em alguns aspectos, é como uma resposta não intencional ao Frankenstein de Mary Shelley, no qual não apenas um homem escrevendo sozinho, mas dois escrevendo e pensando juntos, conseguem perfurar o véu dos mistérios interiores e cósmicos da vida, e vivem não somente para contar, mas para ensinar aos demais.

Naturalmente, o caso de James Merrill levanta a questão se a tábua Ouija canaliza algo do além ou meramente reflete as ideias encontradas em um subconsciente. Afinal, como poderia uma mera tábua produzir obras primas, e ao mesmo tempo fazer com que pessoas se deparassem com entidades malignas, que tentam atacá-las durante sua utilização? Assim sendo, em um livro de 1970 sobre fenômenos psíquicos chamado "ESP, Seers & Psychics", um pesquisador cético chamado Milbourne Christopher revelou que se você efetivamente vendasse os olhos de um participante, e reorganizasse a ordem das letras na tábua Ouija, a comunicação era interrompida. Uma alegação muito interessante, mas o que realmente isso nos diz?

Voltando no tempo, em 1915, um especialista em psicologia anormal propôs o mesmo teste à entidade chamada "Patience Worth" que, por intermédio de uma dona de casa de St. Louis chamada Pearl Curran, produziu uma série impressionante de romances, peças e poemas - alguns deles extremamente interessantes, visto que estavam escrito num dialeto inglês tipicamente medieval, que Curran (que não tinha terminado sequer o Ensino Médio), teoricamente não tinha meios de como saber.

A entidade chamada "Patience Worth" que, por intermédio de uma dona de casa de St. Louis chamada Pearl Curran (na foto), produziu uma série impressionante de romances, peças e poemas - alguns deles extremamente interessantes, visto que estavam escrito num dialeto inglês tipicamente medieval
Conforme relatado no estudo de Irving Litvag, chamado "Singer in the Shadows", a entidade "Patience Worth" teria respondido ao pedido para que Curran fosse vendada usando o mesmo inglês medieval dizendo: "I be aset athin the throb o’ her. Aye, and doth thee to take then the lute awhither that she see not, think ye then she may to set up musics for the hear o’ thee?" Em outras palavras, "Como você pode remover o instrumento e esperar que haja música?"

Enfim, algumas autoridades em pesquisa psíquica sustentam que a tábua Ouija é tão somente uma ferramenta do nosso subconsciente. Conforme relatado no estudo de Irving Litvag, de várias maneiras, a própria natureza da escrita automática e a tábua Ouija se tornam particularmente sujeitos a mal-entendidos. Uma vez que essas comunicações seriam inconscientes, a pessoa não tem a sensação de seu próprio envolvimento. Pelo contrário, faz parecer que alguém de fora é o responsável. É possivelmente devido a isso, que o material obtido é geralmente moldado como se fosse proveniente de outra inteligência.

Quando a Tábua Ouija se Tornou "Maligna"?


A princípio, toda a história sobre a origem da tábua Ouija soa ser inofensiva. Porém, como ela passou de um mero brinquedo, um item inovador para diversas gerações, para ser associada ao Diabo e aos demônios? Bem, embora a utilização da tábua Ouija sempre tenha sido criticada por cientistas e algumas autoridades religiosas, a maioria dos relatos de "terror" ou experiências "malignas" relacionadas a tábua Ouija surgiram na década de 1970. Isso tudo depois que um certo romance foi publicado, e que virou um filme de grande sucesso dois anos depois. Vocês conseguem imaginar que filme foi esse?

A história era sobre uma adolescente, que dizia para sua mãe, que estava falando com uma pessoa chamada "Capitão Howdy" através da tábua Ouija. Algum tempo depois, essa menina acaba ficando possuída pelo "diabo", fazendo com que seu corpo comece a se contorcer, vomitar verde, e sua cabeça girar 360º (entre outros eventos extraordinários). Este filme de que estamos falando é o... Acertou quem disse: "O Exorcista", um dos principais responsáveis pela percepção da cultura popular atual sobre a "possessão demoníaca".

A história era sobre uma adolescente, que dizia para sua mãe, que estava falando com uma pessoa chamada "Capitão Howdy" através da tábua Ouija. Algum tempo depois, essa menina acaba ficando possuída pelo "diabo", fazendo com que seu corpo comece a se contorcer, vomitar verde, e sua cabeça girar 360º (entre outros eventos extraordinários)
"O Exorcista" está "baseado" em um história "verdadeira", de um menino de 14 anos, que estaria possuído por algo, que acabou exigindo três ritos de exorcismos diferentes. Conta-se também que esses rituais sagrados seriam de diferentes denominações cristãs: Episcopaliana, Luterana e Católica Romana. Esse caso teria acontecido em 1949, e o menino teria admitido ter brincado com a tábua Ouija.
Em 20 de agosto de 1949, o 'The Washington Post' publicou um enorme relato do caso (à esquerda), os nomes dos padres envolvidos no exorcismo. Segundo eles, durante o ritual, o menino gritava como "um carneiro sendo abatido" e só falava em latim. Foi esse artigo que inspirou o escritor William Petter Blatty a escrever o romance "O Exorcista", que deu base para o longa.
A questão primordial é que os grupos católicos já costumavam se declarar contra a tábua Ouija quando essa alegação veio à tona. Uma vez que a ideia, de que tal tábua pudesse ser um "mecanismo" para entrar em contato com os mortos, teria implicações religiosas bem complicadas para se lidar, não seria de se estranhar a razão pela qual, a Igreja Católica, talvez estivesse mais inclinada a concluir aquela fosse a mais pura razão por trás da suposta possessão. "Coincidentemente", após 1973 (o ano em que o filme foi lançado) as alegações correlacionando tábuas Ouija a demônios dispararam a aparecer ao redor do mundo.

Não foi apenas o filme que gerou isso, é claro, visto que a maioria das denominações cristãs veem a comunicação espiritual como um produto do mal ou do trabalho do Diabo. Em algumas denominações, não há muita opção: um espírito vai para o Céu ou vai para o Inferno. Já em outras, os fantasmas são demônios que se passam por entes queridos para conquistar a confiança deles, de modo a entrar em seus corpos. De qualquer forma, o filme acabou potencializando e alimentando a propagação de tais crenças.

Quem Realmente Move o Indicador?


Segundo a ciência, embora o indicador realmente se mova, o mesmo não está sendo movido por demônios ou espíritos, mas pelos próprios participantes. A resposta está no "efeito ideomotor", termo cunhado pelo naturalista britânico William B. Carpenter, em 1852. Com o poder da sugestão ou expectativa, somado com os sutis movimentos inconscientes feitos pelas mãos, pode parecer que algo sobrenatural esteja ocorrendo, assim como o indicador aparenta estar se movendo por conta própria. William Carpenter também observou que os movimentos musculares podem ser realizados pelo cérebro independentemente das emoções.

Primeira página do artigo "On the influence of suggestion in modifying and directing muscular movement, independently of volition" publicado pelo naturalista britânico William B. Carpenter em 12 de março de 1852, no periódico Proceedings of the Royal Institution of Great Britain. Você pode conferir todo o artigo, em inglês, clicando aqui.
O físico britânico Michael Faraday também realizou experimentos, que comprovaram que os movimentos das "mesas falantes", geralmente atribuídos a fontes ocultas, eram realizados inconscientemente pelos próprios participantes dos experimentos. Resumindo, não temos a plena consciência, que somos nós os verdadeiros responsáveis por fazer com que o indicador se mova. Enfim, esse mesmo princípio se aplicaria ao uso de pêndulos e varas de radiestesia.
Salão parisiense com pessoas ao redor de uma "mesa falante". Imagem publicada na revista francesa chamada "l'Illustration", de 1853, para ilustrar um artigo chamado "Histoire de la semaine"
Outro fator comum nas histórias sobre tábuas Ouija é que algumas pessoas tentam queimar a tábua para se livrar do "mal", mas surpreendentemente a tábua não seria afetada pelas chamas. Alguns relatos retratam o cheiro de carne queimada quando a tábua é jogada em uma fogueira ou até mesmo que uma tábua aparentemente "começa a gritar" em meio as chamas. Porém, algo em comum em muitos casos, é que as pessoas relatam que a tábua não pegaria fogo. Será que isso deriva da crença de que a tábua Ouija estaria intimamente ligada com os demônios e ao Diabo, e a crença de que o fogo estaria associado ao Inferno?
Segundo a ciência, embora o indicador realmente se mova, o mesmo não está sendo movido por demônios ou espíritos, mas pelos próprios participantes. A resposta está no "efeito ideomotor", termo cunhado pelo naturalista britânico William B. Carpenter, em 1852
Em um artigo publicado por Bobby Nelson, no site da James Randi Educational Foundation, o investigador de assuntos paranormais entrou em contato com James Randi, há alguns anos, para conversar com ele sobre essas alegações a respeito da tábua Ouija. Randi também teria repetido o experimento, que consiste em vendar os participantes, cujo resultado produziu respostas absurdas e desconexas.

A explicação lógica de acordo com Randi é que tudo é feito subconscientemente pelo participante. Quando o participante não consegue ver a tábua, ele(a) não consegue gerar resultados que façam algum sentido. Sobre a questão das tábuas não pegarem fogo, Randi teria mencionado que qualquer pessoa poderia comprar uma tábua Ouija de madeira e atear fogo nela. Caso não ardesse em chamas, então ele pagaria US$ 1 milhão. Ninguém nunca conseguiu ganhar esse prêmio.

James Randi Randi teria mencionado que qualquer pessoa poderia comprar uma tábua Ouija de madeira, e atear fogo nela.
Caso a tábua não ardesse em chamas, então ele pagaria US$ 1 milhão.
Vale lembrar nesse ponto, que o canal de TV da National Geographic também reproduziu esse experimento relacionado a utilização da tábua Ouija, com os participantes vendados, durante um episódio da série "Brain Games". Os resultados também mostraram que os participantes só conseguiram produzir resultados positivos quando não estavam vendados. Confira um trecho desse episódio, que foi publicado no próprio canal do National Geographic, no YouTube, em 5 de fevereiro de 2015 (em inglês):



Enfim, para muitos a tábua Ouija sempre foi um jogo de tabuleiro comum, ou seja, um mero brinquedo. Nunca foi, e sob nenhum hipótese, seria uma espécie um portal para o Inferno. Nem mesmo sequer permitiria que entidades de qualquer espécie viessem para nosso mundo, através de um portal invisível. Além disso, a tábua Ouija não conjuraria demônios e nem mesmo o Diabo.

A Tábua Ouija é Recomendada Para Crianças e Adolescentes?


Apesar da tábua Ouija ser considerada por muitos como um brinquedo, isso não quer dizer, no entanto, que sua utilização por crianças ou adolescentes seja recomendável. A questão não está relacionada se a tábua poderia gerar uma possessão demoníaca, ou se a mesma é permitida ou não por determinada religião, mas potencialmente gerar um fenômeno chamado "histeria coletiva" (também conhecido como doença psicogênica de massa). Esse termo é basicamente usado para explicar casos, nos quais muitas pessoas começam a apresentar os mesmos sintomas ao mesmo tempo.

Um dos casos de histeria coletiva mais famosos da história seria dos julgamentos de Salém, em Massachussetts,
nos Estados Unidos, que ocorreram entre 1692 e 1693 (imagem meramente ilustrativa).
Geralmente, em casos de "histerias coletivas", as mulheres são mais susceptíveis de serem afetadas do que os homens. Muitas vezes começa simplesmente com uma única menina. As pessoas pertencentes ao grupo, geralmente fechado, assim como uma roda de amigas em um quarto, são mais afetadas se a primeira pessoa a desmaiar for alguém que elas conheçam bem, ainda mais se a menina possuir uma grande relevância ou elevada admiração pelo grupo. Além disso, as escolas são particularmente mais vulneráveis, justamente por conterem um alto número de estudantes, de uma mesma faixa etária, o que agrava a situação.
Geralmente, em casos de "histerias coletivas", as mulheres são mais susceptíveis de serem afetadas do que os homens.
Muitas vezes começa com uma única menina.
Vamos dar um exemplo bem simples. Quando alguém começa a gritar, uma outra pessoa que esteja em um estado semelhante de medo ou tensão, pode começar a gritar junto com ela. E antes que você perceba, um grupo inteiro ou uma sala de aula inteira começaria a gritar em segundos. A primeira pessoa a desencadear isso, normalmente é aquela que apresenta a reação de forma mais violenta.

Resumindo, após a demonstração dos sintomas por uma determinada pessoa, outras pessoas começam a manifestar sintomas semelhantes, geralmente náuseas, fraqueza muscular, convulsões ou dores de cabeça. Vale lembrar que os "ataques de gritos" também podem ser acompanhados de desmaios ou de pessoas se contorcendo no chão. Na visão de muitos tal comportamento é interpretado como "possessão demoníaca".

As pessoas pertencentes ao grupo, geralmente fechado, assim como uma roda de amigas em um quarto, são mais afetadas se o primeira a desmaiar seja alguém que elas conheçam bem, ainda mais se a menina possuir uma grande relevância ou elevada admiração pelo grupo (foto meramente ilustrativa)
Evidentemente, estamos mostrando um lado um pouco mais amplo, e que você provavelmente não sabia sobre a tábua Ouija. Cada um acredita, é claro, no que quer e de acordo com sua eventual religião e convicções pessoais. Fica a seu critério acreditar ou não na suposta paranormalidade da tábua Ouija. No entanto, depois de todas essas informações no que você acredita?

Enfim, agora que vocês estão bem melhor informados sobre a tábua Ouija, chegou a hora de falarmos sobre o caso de suposta possessão da Youtuber "Hannah Mayers". Prepare a pipoca!

O Caso da Suposta Possessão da YouTuber Chamada "Hannah Mayers" Durante uma Live


Hannah Mayers, 17 anos, moradora da cidade de Jaguariúna/SP, possui um canal no Youtube, de mesmo nome, no qual é destinado a vídeos de "loucuras, pegadinhas, desafios e assuntos aleatórios". Segundo ela própria afirma em um dos seus vídeos, intitulado "Hannah Responde #2" (atualmente em modo privado), publicado no dia 5 de setembro desse ano, eque as pessoas costumavam chamá-la de "Marina Joyce" brasileira. Se você não entendeu a referência, acesse: O Intrigante Caso Envolvendo uma Youtuber Chamada "Marina Joyce": Será que Ela Realmente Precisa de Ajuda?




Ela se envolveu em uma polêmica no YouTube ao realizar uma "live" e ter usado a tábua Ouija sozinha como uma espécie de desafio para os seus inscritos. Aparentemente, não haveria nada de polêmico nisso, porém em um determinado momento, Hannah supostamente teria sido possuída por um espírito chamado "Mark", que teria cortado sua perna na altura do tornozelos, desenhando assim "símbolos". Porém, antes de começaramos a falar propriamente da "live" realizada por Hannah Mayers, é muito interessante que façamos algumas observações em vídeos anteriores que tinham sido publicados por ela. Vamos a eles.

O Vídeo Intitulado "Minha Experiência com a Tabuleiro Ouija" Publicado no dia 26 de Agosto de 2016


Antes de começar o vídeo, Hannah menciona sobre o primeiro encontro de fãs na cidade de Holambra/SP, que aconteceria no dia seguinte (27), as 14h30 da tarde. Logo em seguida, ao começar propriamente o vídeo, ela cita o tabuleiro Ouija como se fosse a sua paixão. Ela menciona que o tabuleiro seria como uma espécie de portal, depois um jogo, mas que o objetivo seria conversar com pessoas que já faleceram.

De acordo com ela, esse jogo não seria "apropriado", por isso não aparecia nos jornais, visto que é muito perigoso, uma vez que mexeria com "espíritos maus". Esse vídeo, que foi publicado em sua respectiva conta no YouTube, no dia 26 de agosto desse ano, atualmente encontra-se em modo privado, portanto abaixo vocês conferem uma cópia do mesmo, em um outro serviço de compartilhamento de vídeos:



Segundo Hannah, se o tabuleiro Ouija fosse para conversar para pessoas que já morreram, seria um sucesso, mas com esse tabuleiro só seria possível conversar com quem estivesse na Terra, e que pessoas boas vão para o "Céu". Portanto, sobrariam os espíritos maus, que ficam vagando e querem brincar com as pessoas.

Ponto Questionável #1Acho que nem preciso dizer que a tábua ou o tabuleiro Ouija era um sucesso de vendas no passado, e que era utilizado por muitos espiritualistas, que prometiam fazer com que pessoas entrassem em contato com seus entes queridos, não é mesmo?

A razão pela qual ela tinha o tabuleiro é porque ela gostava de conversar com os espíritos. Ela achava muito legal o "negócio ficar mexendo" (o indicador). Disse também que todos os livros de espiritismo
que ela já tinha lido, ela vivia na intensidade do livro. Ela acreditava muito nisso, e que era a religião dela. 

Ponto Questionável #2:  Espirtualismo e Espiritismo não são a mesma coisa. Segundo o Portal do Espírito, "todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas". De acordo com o Centro Espírita Batuira, o Espiritualismo é a Doutrina que admite, quer quanto aos fenômenos naturais, quer quanto aos valores morais, a independência e o primado do Espírito com relação às condições materiais, afirmando que os primeiros constituem manifestações de forças anímicas ou vitais, e os segundos criações de um ser superior ou de um poder natural e eterno, inerente ao homem.

A razão pela qual Hannah tinha o tabuleiro é porque ela gostava de conversar com espíritos. Ela achava muito legal o "negócio ficar mexendo" (o indicador). Disse também que todos os livros de espiritismo que ela já tinha lido, ela vivia na intensidade do livro
Já o Espiritismo seria ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como Filosofia, compreende todas as conseqüências morais que dimanam dessas mesmas relações. Além disso, você não costuma ver espíritas usando tábuas Ouija, não é mesmo? 

Hannah mencionou que após o tabuleiro entrar em sua vida, ela passou a acreditar que tudo o que ela tinha lido era verdade, que existia vida após a morte, e que as pessoas nunca morriam. A morte não existia. Ela ainda pergunta ao espectador: Vocês têm ideia do que é viver um sonho no livro e provar que é verdade? Por isso que o tabuleiro era tão legal. A partir de então ela começou a citar algumas regras, e a contar algumas experiências que ela teria vivenciado.

Antes de usar o tabuleiro Ouija, ela disse que sempre lia as regras para as pessoas, como por exemplo, teria que jogar no mínimo duas pessoas, ou seja, não poderia jogar sozinho, não poderia jogar em cemitério etc. Seriam muitas regras. Ela explicou rapidamente como utilizava a tábua Ouija, sendo que o "espelhinho" do indicador serviria para ver o espírito que a pessoa estaria conversando. Depois que você está jogando, no entanto, você só poderia sair quando o espírito dissesse "Adeus", porque caso contrário o "portal dos espíritos" ficaria aberto, e eles viriam para pertubar os participantes.

Antes de usar o tabuleiro Ouija, ela disse que sempre lia as regras para as pessoas, como por exemplo, teria que jogar no mínimo duas pessoas, ou seja, não poderia jogar sozinho, não poderia jogar em cemitério etc. Seriam muitas regras
Hannah contou que um dia, um dos espíritos estava prendendo ela e seus amigos no jogo, e demorou muito tempo para que ele deixasse que eles saíssem. Depois desse dia nada mais teria ficado normal: os quadros da sala viravam de ponta cabeça, a gaveta ficava abrindo sozinha e os amigos viam as gavetas abrindo sozinhas. Porém, ela disse que isso era normal em sua casa. Além disso, as janelas batiam e os vasos nas janelas caíam sozinhos. Para completar, o gato de Hannah miaria muito, principalmente enquanto ela usava o tabuleiro Ouija. 

Em seguida, ela fez questão de mencionar que, quando um gato ou um cachorro ficavam miando ou latindo do nada, é porque eles estariam vendo um espírito. Ela ressaltou que ao usar a tábua Ouija, o gato dela miava muito, ainda mais de madrugada. Ela também disse que tinha ficado viciada, e que passou a jogar todo dia. A cada dia, no entanto, aparecia espíritos muito diferentes, muito "loucos". Teria havido uma semana que só estaria aparecendo "criança", algumas de 5 anos, e outras que não sabiam sequer escrever. Segundo Hannah, quando há criança é porque teria morrido de uma forma brutal (assassinada ou afogada).

Nesse ponto, por volta de 6 minutos de vídeo, Hannah conta que certo dia, ela e um amigo estavam jogando, quando perceberam que tinham 3 espíritos na tábua, o que também seria perigoso, porque dependendo do lugar onde você usasse, ou seja, quando tinha muitos espíritos, cada um quer falar algo e não daria para conversar direito. Ela também disse que sempre perguntava o nome daqueles espíritos, eles só respondiam "Sapucaia 13".

Por volta de 6 minutos de vídeo, Hannah conta que certo dia, ela e um amigo estavam jogando,
quando perceberam que tinham 3 espíritos na tábua
Ela perguntava a idade, e sempre obtinha a mesma resposta: "Sapucaia 13". Então, ela disse ter ido no Google e viu uma notícia que um jovem de 13 anos tinha sido morto a tiros em Sapucaia. Esse caso teria acontecido em março, e eles tinha usado a tábua em abril. Enfim, ela disse que abriu a reportagem, e viu que 3 bandidos mataram um garoto de 13 anos, sendo que depois esses três bandidos foram mortos. Eram justamente os três espíritos que estavam na tábua.

Ponto Questionável #3Fiz a mesma pesquisa que Hannah Mayers sobre esse assunto, porém obtive resultados diferentesAo digitar "Sapucaia 13 anos" no Google, é possível notar que houve o assassinato de um garoto de 13 anos, na cidade de Sapucaia do Sul, interior do Rio Grande do Sul (uma cidade a 1.200 km de distância de Jaguariúna/SP), em fevereiro desse ano, onde criminosos tinham invadido uma residência, e disparado diversas vezes contra familiares. Esse menino de 13 anos acabou sendo atingido de forma fatal, embora outras pessoas também tivessem sido baleadasAs testemunhas não sabiam dizer ao certo a quantidade de bandidos. Seriam no mínimo 3, porém esse número poderia chegar até 6 criminosos. A parte mais emblemática, no entanto, é que todas as notícias diziam que os criminosos tinham fugido, e que o menino foi a única vítima fatalResumindo, nenhum bandido morreu.

Continuando, ela disse que teve um dia que conversou com um demônio chamado "Zozo" que seria um dos três maiores demônios do tabuleiro Ouija. Nesse dia, ela estava com sua irmã e mais cinco amigos. Ao perguntar se havia alguém, o indicador se moveu rapidamente para o "sim", o que ela estranhou, porque geralmente o indicador se movia devagar. Segundo Hannah, a movimentação rápida indicava um espírito forte.

Ao perguntar seu nome, o espírito teria revelado que era o "Zozo". Aliás, Zozo não falava português, então ela começou a falar com ele em inglês. Porém, "Zozo" respondia em hebraico (segundo Hannah, isso significava que ele estaria jogando uma maldição nos participantes). Então, "Zozo" teria começado a fazer o símbolo do infinito, um 8 na horizontal, com o indicador bem rápido. Quando isso acontece, seria porque o espírito era "mau". Hannah mencionou que "Zozo" teria tentado sair do tabuleiro diversas vezes, mas que ela e os amigos teriam o impedido. Sua irmã também queria sair do jogo, mas não podia, porque o espírito teria que dizer "Adeus".



Hannah contou que sua irmã queria beber água, e ao ser perguntado se podia, Zozo respondeu que sim. Porém, a irmã teria começado a zombar do Zozo, assim que ela saiu, falando sobre Deus. Isso seria algo que não podia acontecer, seria algo proibido. Assim que ela saiu, Zozo teria passado a indicar um monte de números, mas ninguém entendia nada. Então, depois de um tempo, o Zozo deixou eles saírem.

Hannah disse que teve um dia que conversou com um demônio chamado "Zozo", que seria um dos três maiores
demônios do tabuleiro Ouija. No dia ela estava com sua irmã e mais cinco amigos.



Ponto Questionável #4Se você fizer uma pesquisa no Google encontrará referências sobre um "demônio" chamado "Zozo", porém sempre relacionado a tábua Ouija. Contudo, será que Zozo é realmente um demônio? Muito provavelmente, não. Para isso temos opiniões bem distintas sobre esse assunto, e para todas elas a pessoa precisa acreditar que demônios realmente existam, é claro.


John Zaffis, considerado um dos principais demonólogos do mundo, acredita que Zozo não é um demônio, mas um Dietie. Um Dietie seria uma espécie de um deus do pagão que teria sido adorado muito antes que as religiões fossem formadas. Em outras palavras, ele acredita que Zozo não seja um demônio, mas um espírito que foi adorado como um deus pagão em seu tempo.

Será que Zozo é realmente um demônio? Muito provavelmente, não.


Entretanto, para Paul Dale Roberts, que pertence a um grupo paranormal chamado "Haunted and Paranormal Investigations" (H.P.I.), que por sua vez é considerado dos principais grupos paranormais da Costa Oeste dos Estados Unidos, o fenômeno Zozo pode ser tão somente uma farsa. Paul seria considerado um especialista paranormal muito respeitado em seu meio e, de acordo com ele, Zozo provavelmente seria um "personagem fictício que se tornou real na mente de muitas pessoas", principalmente entre aquelas que procuram por maiores informações sobre a tábua Ouija, tal como aconteceu, por exemplo, com Slender Man, mesmo nos dias atuais.

Resumindo? De tanto que se fala sobre Zozo, se publica sobre Zozo, se grava vídeo falando sobre Zozo, os jogadores de tábua Ouija acabam ficando sugestionados, e através do "efeito ideomotor", acabam repetindo o mesmo comportamento anteriormente lido, ouvido ou assistido. Assista também um dos vídeo mais populares sobre um possível encontro com "Zozo", publicado pelo canal OuijaWarning, no YouTube, em setembro de 2010 (lembrando que popular não significa real):



Após alguns dias, a irmã de Hannah teria perdido o cartão de crédito dela. Nesse ponto, Hannah disse que gravava todas as sessões, e ao conferir o vídeo novamente, o número que "Zozo" estava colocando era do cartão de crédito dela. Sua irmã não deveria ter saído, então isso teria gerado consequências. No dia seguinte, a irmã ligou para Hannah dizendo que estava passando mal, que tinha batido a cabeça durante o banho, entre outros detalhes. Enfim, na parte final desse vídeo, ela coloca alguns trechos de outros vídeos dela e dos seus amigos usando o tabuleiro Ouija, sendo que em um deles seria possível escutar o som de seu gato miando.

De qualquer forma, boa parte do que é mencionado por Hannah é possível encontrar em dezenas de outros relatos e histórias de terceiros envolvendo supostas atividades paranormais relacionadas a tábua Ouija. Todos os detalhes são muito subjetivos. Além disso, quando as informações passíveis de serem realmente confirmadas ou não, são confrontadas com uma pesquisa mais aprofundada, simplesmente caem por terra. Um exemplo claro era da suposta morte de três bandidos em Sapucaia do Sul, algo que não aconteceu.

O Vídeo "Fatos Sobrenaturais que Acontecem Comigo" Publicado no dia 4 de Setembro


Com a premissa de mostrar os "fatos sobrenaturais" que ocorriam em sua casa, seria possível ouvir nesse vídeo uma série de fortes batidas e objetos caindo durante a "noite ou madrugada" na casa de Hannah, que faz uma espécie de "passeio", passando por alguns pontos da casa, segurando apenas uma espécie de lanterna na mão. Esse vídeo atualmente encontra-se em modo privado, portanto abaixo vocês conferem uma cópia do mesmo, em um outro serviço de compartilhamento de vídeos (inicialmente a tela aparece escura, isso é normal):



É possível notar portas se movendo "sozinhas", batidas nas portas, objetos caídos no chão, tais como 
cadeiras e almofadas, sendo que alguns tinham sido arrastados pela sala. Até mesmo uma TV antiga, de tubo, aparece ligada e sem sinal. Ela tenta abrir uma porta que fica próxima e, ao voltar a câmera em direção a TV, a mesma aparece desligada.

Ponto Questionável Mencionado Por UsuáriosMuitos usuários, no entanto, passaram a comentar que o vídeo de Hannah Mayers além de ser encenado, não tinha sido gravado durante a noite ou madrugada. A principal alegação era que o vídeo tinha sido gravado durante o dia, visto que era possível notar luminosidade nas frestas das janelas e, em certo momento, era possível ver uma claridade através de um orifício de uma porta no fundo do corredor.


Segundo essas mesmas pessoas, isso seria incompatível com luzes de postes de iluminação ou da própria casa, sendo mais semelhante a claridade gerada pela luz do Sol. Assim sendo, qual será que foi o horário que o vídeo foi gravado? Caso tenha sido realmente gravado durante a noite ou madrugada, não havia ninguém mais na casa, ou seja, seus pais ou eventuais parentes? Caso positivo, ninguém acordou com tanto barulho e atividade acontecendo na casa?



A Polêmica Live da YouTuber Hannah Mayers


Considerando o retrospecto questionável dos vídeos anteriores, não era de se esperar que acontecesse algo de positivo em uma transmissão ao vivo de Hannah utilizando a tábua Ouija. A live de Hannah no Youtube teria sido realizada entre a noite do dia 16 e a madrugada do dia 17 de novembro, e teria durado aproximadamente 2h40. Porém, ao ser publicada no YouTube, a mesma tem um tempo menor de duração, no qual diversos usuários reclamaram que o vídeo tinha sido editado, de forma intencional, justamente para dar medo a quem assistisse. No total, devido as interrupções durante a transmissão, a "live" ficou com 2h04.

Atualmente, essa live não está mais disponível em seu canal, porque o mesmo recebeu uma espécie de "ataque hater/hacker" na noite de ontem (20) e nessa última madrugada (21). Não se tem cópia arquivada da mesma na internet, mas apenas alguns trechos que foram copiados aleatoriamente por diversos usuários no YouTube. Porém, para compor essa matéria, eu já tinha assistido a "live" inteira e anotado os pontos mais relevantes para serem comentados. São justamente esses pontos que vocês conferem a partir de agora, em uma espécie de "resumo" sobre o que foi a "live" de Hannah Mayers.

Na live realizada entre os dias 16 e 17 de novembro, Hannah disse inicialmente que tinham 2.450 pessoas lhe assistindo. Após cerca de 10 minutos, esse número passou para 7 mil, e em 15 minutos estava em 10 mil. Ela chegou a mencionar que queria elevar o número de espectadores antes de jogar, o que é algo natural para qualquer pessoa que está realizando uma transmissão ao vivo.

Atualmente, a live não está mais disponível em canal, porque o mesmo recebeu uma espécie de "ataque hater/hacker" na noite de ontem (20) e nessa última madrugada (21). Não se tem cópia arquivada da mesma na internet, apenas alguns trechos que foram copiados aleatoriamente por diversos usuários no YouTube
Ela disse que iria utilizar a tábua Ouija sozinha, porque ela costumava fazer desafios "loucos". Em 25:50, Hannah disse que amava um usuário(a), e chegou a mencionar a seguinte frase: "tudo por mais inscritos". Aos 29:30. ela avisa que iria ler as regras para os seus seguidores e, em seguida, ela comemora que o número de inscritos estava aumentando. De acordo com Hannah, se esse número chegasse até 200.000, ela iria "bolar algo para fazer" ou faria aquilo que seus inscritos quisessem. Para mostrar que estava dizendo a verdade, ela mostra a tela de seu monitor com a contagem em tempo real do número de inscritos.

Por volta de 31 minutos é possível ver uma série de remédios sobre a mesa do seu computador e uma seringa. Hannah estaria doente ou então costumava adoecer com frequência? Também foi possível ver por volta de 1h de live, que Hannah coloca algo branco na boca. Não fica claro o que poderia ser, mas tudo indica que seria apenas uma bala (como um tic-tac, por exemplo, apesar da especulação de muitos de que seria um comprimido). Curiosamente, sse momento aconteceu justamente quando ela estava presters a atingir 200.000 inscritos.

Por volta de 31 minutos é possível ver uma série de remédios sobre a mesa do seu computador e uma seringa.
Hannah estaria doente ou então costumava adoecer com frequência?
Voltando rapidamente, aos 35:30 ela começou a ler as regras de utilização da tábua Ouija em um papel claramente comercial que acompanhava o jogo. Algumas das regras eram: nunca jogar sozinho (sendo necessário no mínimo dois jogadores, não deixar que os espíritos movessem o ponteiro (indicador) para as extremidades, saindo do tabuleiro, porque assim ocorreria uma "possessão", se o indicador se movesse para para os quatro cantos ou fizesse um 8 (na horizontal) significava que o espírito era mau, não usar doente ou enfraquecido, não fazer uso diário, não queimar, não emprestar etc. Além disso, segundo as regras, os espíritos poderiam fazer com que as garotas fizessem gestos ou ações obscenas.

Em dois momentos, em 39:04 e 43:18, Hannah parece sentir algo atrás dela, no fundo do quarto.

Hannah aparentemente muda seu comportamento em 1h de live, porque estariam ligando para ela. Contudo, ao longo de quase uma hora de live publicada no YouTube, não escutamos nenhum som de ligação, mensagem ou aplicativo de celular. Considerando uma live onde milhares de pessoas já estariam assistindo, sendo que muitas dessas pessoas teriam o seu número (porque ela tinha passado pelo Facebook anteriormente), não era de se esperar que as pessoas começassem a ligar desde o início? Era nítido o desconforto de Hannah naquele momento. Ela parece impaciente e com raiva. As pessoas aparentemente também estavam perdendo a paciência com a demora.

Em 1h05, Hannah menciona que muita gente estava precupada
que ela fizesse isso sozinha, enquanto outros estariam
a xingando para que começasse logo a jogar
Em 1h03 de live, ela disse que queria ter certeza que ninguém ligaria para ela, então ela estava esperando pra ver se conseguiria prosseguir com a live sem interrupções. Em 1h05, Hannah mencionoy que muita gente estava precupada que ela fizesse isso sozinha, enquanto outros estariam xingando ela para que começasse logo a jogar. Porém, de acordo com Hannah, essas pessoas que a estavam tratando mal, teriam um lugar "lá embaixo" (presumivelmente o "Inferno") juntamente com um tio dela. Não sabemos a razão pela qual Hannah faz essa declaração.

Em 1h11 de live, Hannah responde a um usuário dizendo que não tinha como colocar o seu celular em "modo avião", porque seria impossível acessar a internet. Então quando o relógio do seu computador marca 0h24 do dia 17 de novembro, ela começa os preparativos para jogar.

Entre 1h14 e 1h15 de live, ela disse queria ver as pessoas "dando muito like" e compartilhando a live. Ela menciona isso com o isqueiro aceso, e dá a indicação que estivesse sentindo ou vendo algo no fundo, que nada mais era do que reflexo da chama do próprio isqueiro dela. Em 1h17 de live, ela parecia que não sabia o que fazer. Estava confusa e atrapalhada em posicionar a câmera. Em 1h21 de live, ela se questiona sobre a razão de estar fazendo aquilo (algo que ela já tinha se questionado inúmeras vezes antes), e disse que iria jogar, que era para as pessoas compartilharem. Em seguida acende duas velas roxas ou pretas.

Em 1h27 de live, ela se posiciona e deixa o indicador solto por diversas vezes sobre a tábua Ouija. Então ela faz uma espécie de "oração", sendo que somente em 1h28m18s de live, é que ela efetivamente faz a primeira pergunta sobre a presença ou não de alguém no local. Ela repete a pergunta várias vezes sem sucesso, até que em 1h32 de live, muito lentamente o indicador se movimenta para o "sim", sendo que por diversas vezes ela volta a deixar o indicador solto na tábua. Considerando as regras do jogo, que ela mesmo tinha lido anteriormente, é agoniante ver a forma displicente como ela manuseava a tábua e o indicador. Conforme mencionei anteriormente, em diversos momentos o indicador era deixado sozinho sobre a tábua e Hannah tirava completamente os dedos sobre ele, o que seria mais uma violação das regras. Além disso, por qual razão utilizar duas velas pretas? Isso não é citado nas regras.

Então, há uma interrupção, e Hannah pergunta se as pessoas estavam de brincadeira com ela, porque, teoricamente, elas estariam ligando para ela. Em 1h34 de live, ela retoma o jogo perguntando o nome do espírito. Ela repete a pergunta por diversas vezes, até que o espírito menciona que o nome dele é "Mark". Em 1h37 de live, há outra interrupção supostamente por ligações de inscritos. A partir de 1h39 o espirito supostamente começou a dizer: "eu quer...", e ouvimos Hannah dizendo apenas: "Filho de uma mãe...". Em seguida, Hannah suspira e começa a inclinar seu corpo para frente, na direção do indicador.

A partir de 1h39 o espirito supostamente começou a dizer: "eu quer...", e ouvimos Hannah dizendo apenas: "Filho de uma mãe...". Em seguida, Hannah suspira e começa a inclinar seu corpo para frente, na direção do indicador
Ela ergue novamente o corpo, e pergunta o que o espírito quer. Logo depois ela diz um palavrão, conforme o indicador se movimentava. Ela abaixa a cabeça mais uma vez, e depois menciona que estavam de "brincadeira" com ela. Nesse momento ouvimos o som de uma ligação, e ela questiona quem estaria ligando naquele horário para ela. Por que a live não sofreu nenhuma interrupção nesse momento?

Hannah parece cansada e um pouco pertubada (no sentido de alteração do comportamento), mas ainda assim o indicador continua se movendo e fazendo um 8 na horizontal. O vídeo é subitamente interrompido e, em 1h44 de live, Hannah aparece chorando dizendo que tinha alguém ligando para ela, porque parecia que a pessoa sabia o que iria acontecer. Então, ela acende a luz e mostra uma parte da sua perna, próxima ao tornozelo, supostamente sangrando, e se questionando o porquê dela ter feito aquilo (teoricamente no sentido de jogar a tábua Ouija sozinha). Confira esse trecho gravado por um usuário que estava acompanhando a live de Hannah Mayers, no YouTube:



A partir de então temos uma sequência muito grande de interrupções, onde aparece Hannah mostrando que estaria supostamente sangrando pelo nariz e pela boca. Muitas pessoas também disseram que parecia que Hannah estava fazendo muita dramatização para apagar as velas que havia acendido. Além disso, ao final do vídeo que estava disponível no YouTube, referente a essa live, é claro, Hannah disse que não sabia o que tinha acontecido, mas que já tinha resolvido, simplesmente rindo estranhamente no final.

Outros usuários questionaram os cortes em sua perna, porém posteriomente Hannah postou uma foto dos cortes já em processo de cicatrização em seu Facebook. Veja a foto que ela postou:

Outros usuários questionaram os cortes em sua perna, porém posteriomente Hannah postou uma foto dos cortes
já em processo de cicatrização em seu Facebook
De qualquer forma, muitos usuários disseram que o ambiente escuro, uma suposta montagem intencional de um cenário de luzes coloridas e mal iluminado, e a gravação final no melhor estilo "found footage" teriam sido intencionais para dar medo em que assistisse. Resumindo, para a absoluta maioria, tudo não teria passado de encenação.

O Vídeo de Hannah Mayers Tentando Explicar o que Teria Acontecido Durante a Live


No último sábado (19), Hannah Mayers publicou um vídeo em sua conta no YouTube na tentativa de explicar o que teria acontecido durante a sua live. Ela voltou a mencionar que vivia do "Espiritismo" desde cedo, e que antigamente costumava fazer brincadeiras com canetas, copos, "Charlie Charlie" etc. Também mencionou que sempre quis ter a tábua Ouija, assim como expressou seu desejo, desde o início, de fazer live jogando a tábua Ouija. Porém, ela disse que tinha medo que as pessoas não gostassem, mas que isso era algo de sua "religião".

No último sábado (19), Hannah Mayers publicou um vídeo em sua conta no YouTube na tentativa de explicar
o que teria acontecido durante a sua live
Ela mencionou ter perdido muitos inscritos no primeiro vídeo que ela fez sobre tábua Ouija, porém, em determinado momento, diversos YouTubers famosos teriam começado a gravar vídeos jogando a tábua Ouija, e que as pessoas achavam isso o máximo, porque eles eram famosos. Posteriormente, quando seu número de inscritos aumentou, muitas pessoas teriam pedido para que ela gravasse vídeos de suas sessões de Ouija (ela voltou a repetir que tinha todas as sessões gravadas).

Hannah reclamou veementemente das pessoas, que achavam que tudo que ela fazia era falso, e embora tivesse medo de gravar novamente sobre Ouija, ela acreditava que ao vivo as pessoas achariam que não era mentira. Ela disse que resolveu gravar sozinha, porque segundo ela, se tivesse mais gente, as pessoas acreditariam que as demais pessoas estariam "empurrando" (supostamente o indicador, porém jogar sozinha não aumenta em nada a credibilidade nesse aspecto).

Hannah também mencionou que morava perto de um cemitério, "logo abaixo", e disse que sua mãe havia falecido no dia 1º de março desse ano, justamente no dia do seu aniversário.

Hannah também mencionou que morava perto de um cemitério, "logo abaixo", e disse que sua mãe havia falecido
no dia 1º de março desse ano, justamente no dia do seu aniversário
Então, de acordo com seu vídeo, ela teria resolvido jogar a Ouija a partir disso. Segundo Hannah, tinha muitos espíritos em sua casa, até mesmo o "demônio". Só que uma vez ela teria conseguido conversar com a própria mãe, mas os espíritos não teriam deixado. Ainda de acordo com Hannah, ela sempre conversava com a mãe, de uma maneira ou de outra.

Hannah disse que não se lembrava muito bem do que tinha acontecido, mas quando o indicador começou a mexer, ela começou a sentir coisas estranhas. Ela mencionou que espírito dizia se chamar "Mark", mas que ela tinha certeza que seu nome não era "Mark", porque os espíritos, de acordo com as regras da tábua Ouija, fingiam. Nessa altura do vídeo, Hannah aparentava estar bem confusa sobre o que tinha acontecido. Ela também disse que não tinha editado a "live", que não tinha como mexer na live, e que nada era editado. De acordo com Hannah, a live estava travando, porque as pessoas estavam ligando incessantemente para ela, e isso estava atrapalhando fortemente a transmissão.

Hannah então se irritou durante sua explicação, e aparentava estar muito mais ativa ao falar do que anteriormente estava fazendo ao contar sobre sua própria experiência. Ela mencionou que as pessoas alegavam que ela tinha usado "catchup", e que ela não estaria sangrando de verdade em sua live. Ela também alega que fez a live simplesmente a pedido dos inscritos, porque as pessoas é que queriam ver isso, e posteriormente começaram a reclamar do que tinham pedido para que ela fizesse. Assista ao vídeo onde Hannah tenta explicar o que tinha acontecido em sua live, em sua própria conta no YouTube (lembrando que a thumbnail e o título do vídeo foram modificados devido aos ataques que Hannah sofreu em sua conta):



Após diversos minutos de reclamações sobre usuários. que teriam a deixado irritada, porque não paravam de ligar, Hannah mencionou que "fizeram os cortes" em sua perna, porém isso não havia sido gravado. Ela alegou que estava cansada no final da live, e seu nariz começou a sangrar, assim como sua boca. Hannah também disse que morava "praticamente sozinha", mas que "estava resolvendo isso".

Curiosamente, ela mencionou que entendia as pessoas que tinham depressão, que se cortavam, e que ela mesma já tinha ouvido isso diversas vezes na vida. Segundo ela, algumas pessoas não aguentavam ver as demais sendo apenas elas mesmas. Em um determinado trecho, ela voltou a reclamar dizendo que as pessoas estavam dizendo que ela tinha se cortado tão somente para chamar a atenção.

Hannah também reclamou que os pais achavam os YouTubers eram uma "má-influência" para seus filhos, mas de acordo com ela, os pais deveriam saber melhor o que seus filhos fazem, porque eles xingam os YouTubers e ficam vendo pornografia na internet, ou seja, os pais deveriam prestar mais atenção na vida dos seus filhos, do que na vida dos YouTubers. Enfim, basicamente foi esse o resumo do seu desabafo.

Então, Hannah Mayers Foi Possuída ao Jogar a Tábua Ouija?


Acredito que muitos estão ansiosos por essa resposta, porém acalmem-se. Quando estamos lidando com pessoas e seus relatos sobre supostas experiências que teriam vivenciado, quase tudo é sempre muito subjetivo. Afinal, nunca conhecemos as pessoas de fato, e o que realmente se passa dentro de suas cabeças. Podemos ter uma leve noção e confrontar dados fornecidos em relação a linha do tempo, assim como o comportamento adotado diante de certas situações, expressões faciais etc. Contudo, apesar de realizarmos um trabalho sério de investigação em relação aos assuntos que trazemos ao conhecimento de vocês, ao se tratar de comportamento humano vira muito mais uma questão de interpretação pessoal do que qualquer outra coisa. Você pode acreditar em Hannah por estar convicto de sua inocência, porque você se identifica com ela, ou então não acreditar em Hannah por estar convicto que ela seria apenas mais uma YouTuber, promovendo desafios absurdos e vexatórios, com o objetivo de aumentar o número de inscritos, assim com muitos fazem isso de forma descarada. A questão é que ninguém inventou a roda, que dizer, nenhum YouTuber inventou a tábua Ouija, ou seja, seria hipocresia para qualquer pessoa dizer que uma está copiando a outra. Isso sem contar que, assim como acontece na TV, a maioria dos quadros de YouTubers brasileiros são copiados de tendências adotadas a partir de canais ainda maiores, só que internacionais.

Ao contrário do que já aconteceu em outras ocasiões em relação a outras pessoas, e que não irei comentar quais foram essas pessoas, Hannah não entrou em contato diretamente conosco para divulgar seu vídeo ou o que teria acontecido com ela durante sua sessão Ouija. A questão é que o YouTube há muito tempo, não querendo generalizar, é claro, virou uma espécie de "terra de ninguém" onde contas falsas se multiplicam sem nenhum controle da noite para o dia e todo tipo de comentário ofensivo, grotesco e preconceituoso fica impune. Além disso, muitas pessoas tomam para si o direito de dizer o que as pessoas devem ou não postar, porém as únicas pessoas que podem dizer isso, são os responsáveis pela própria plataforma, ou seja, a administração do YouTube, o verdadeiro e único responsável por impor as regras do que deve ou não ser publicado. Por outro lado, é um erro pensar que o YouTube seja a "terra da liberdade criativa da produção de conteúdos independentes", visto que existe uma clara relação comercial embutida entre o produtor de conteúdo e a plataforma. É realmente difícil entender a razão pela qual as pessoas reclamam, se elas próprias continuam assistindo ao invés de fecharem a aba do navegador e continuarem vivendo suas vidas. Muitas vezes me perguntam se eu vi o vídeo de "fulano(a)" ou "beltrano(a)", e digo que não, que nem conheço a pessoa. As pessoas se espantam, e me perguntam: Como você não conhece? Ele(a) é famoso(a) no YouTube. Sinceramente, mal tenho tempo para dormir, trabalhar, almoçar, escrever uma matéria ou uma notícia interessante para vocês (além de traduzir e pesquisar dezenas de fontes), e ainda tentar ver filmes, séries e me distrair nos fins de semana. Por que eu usaria meu tempo para ver algo sem nenhum sentido? Nada contra quem faz. Não irei até o canal dessa pessoa para xingá-la ou maltratá-la por isso. Também não irei falar isso pelas costas. Simplesmente não assisto.

Conforme mencionei anteriormente, apesar de subjetivo, se formos considerar todo o retrospecto das informações repassadas por Hannah em seus vídeos, o que foi exibido na live publicada em sua conta no YouTube, que repito, assisti na íntegra, e toda a história que repassamos para vocês a respeito da origem da tábua Ouija, então tenho a fortíssima sensação que Hannah não foi possuída por nenhuma "entidade maligna". Se ela dramatizou ou encenou fica seu critério, visto que não sou especialista em expressões faciais ou então professor renomado de artes cênicas para poder avaliá-la. De qualquer forma, a influência gerada por uma série de fatores e condições psicológicas, ao serem somadas com a utilização de um dispositivo, no qual você acredita que esteja sendo movido por forças ocultas, pode levar a resultados imprevisíveis. Casos de histeria coletiva, por exemplo, principalmente em decorrência da utilização da tábua Ouija, algumas vezes são muito graves e resultam em uma grande alteração da percepção e das faculdades mentais dos participantes. Algumas pessoas se tornam agressivas, desmaiam, veem vultos e chegam até mesmo a se machucar fisicamente inflingindo cortes e hematomas pelo próprio corpo, muito embora não tenham a exata noção do que fizeram, e algumas vezes atribuem tais machucados as "entidades malignas". Evidentemente, não recomendo que ninguém utilize a tábua Ouija, porque uma série de fatores emocionais pode acabar resultando em algo muito negativo. Se muitas pessoas sequer sabem se controlar ou compreender seus próprios sentimentos, como esperar entender a respeito de um mundo que até hoje ninguém voltou para contar?


Até a próxima, AssombradOs.

Criação/Tradução/Adaptação: Marco Faustino

Fontes:
http://cebatuira.org.br/estudos_detalhes.asp?estudoid=201
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/02/entraram-na-casa-errada-diz-mae-de-jovem-morto-enquanto-dormia-no-rs.html
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2016/02/policia-investiga-morte-de-jovem-baleado-enquanto-dormia-no-rs.html
http://retrobaltimore.tumblr.com/post/117205597029/remembering-baltimores-days-as-the-ouija-capital
http://web.archive.org/web/20090103110845/http://www.mitchhorowitz.com/ouija.html
http://web.randi.org/swift/yes-no-goodbye-the-ouija-board-used-for-spirit-communication
http://williamfuld.com
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-234748/
http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Pol%C3%ADcia/2016/2/579402/Adolescente-de-13-anos-e-morto-a-tiros-em-Sapucaia-do-Sul
http://www.espirito.org.br/portal/publicacoes/abc/cap01.html
http://www.imdb.com/title/tt4361050/releaseinfo?ref_=tt_ov_inf
http://www.museumoftalkingboards.com/
http://www.paranormal360.co.uk/zozo-the-ouija-board-demon-the-real-deal-or-just-a-hoax/
http://www.sgipt.org/medppp/psymot/carp1852.htm
http://www.washingtonpost.com/wp-srv/style/longterm/movies/features/dcmovies/exorcism1949.htm
https://www.youtube.com/channel/UCSqrFvCQuFF4A2nv4qU-0HA

Anuncie aqui

Anuncie aqui